sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O que o Serra deveria ter dito. E repetido!

Se eu fosse José Serra, contaria que a crise de 2008 começou com a quebradeira de bancos americanos. 

O discurso de Michael Douglas no filme
Wall Street, o Dinheiro Nunca Dorme mostra com clareza a loucura do mercado financeiro nos Estados Unidos. Os bancos emprestavam sem critério, os americanos compravam sem limites e o governo Bush gastava sem compromissos com  o que arrecadava. Vendo o filme, qualquer brasileiro minimamente informado  pensa:  bendito Plano Real, bend ita Lei de Responsabilidade Fiscal e bendito Proer que permitiu um severo controle dos bancos brasileiros.
Na Europa,  os ajustes para enfrentar as mudanças na conjuntura internacional também não foram feitos. Resultado: crise.
No Brasil, um governo populista colocou na conta do presidente a boa fase do país. A  bonança mundial era Lula. Bastou um ano de governo para transformar em bendição o sofrimento do povo brasileiro.
Aqui, não se conecta a boa fase ao crescimento dos países asiáticos e sua demanda, à valorização das commodities e, principalmente, aos ajustes que foram feitos na década de 1990.
Nem se diz que os PIBs e as taxas de emprego da África e da América Latina, em países que exportam commoditties, também estão crescendo.
Aqui, não se fala da pujança da Ásia e das transformações na economia mundial. Aqui, somos autistas

·
         Se eu fosse Serra, eu mostraria a verdadeira herança maldita e as turbulências da década de 1990.
queda do Muro de Berlim, em 1989, expôs a falência dos países comunistas do leste europeu e da Ásia. Abertas as economias fechadas, o mundo ficou mais pobre.
Década  Perdida, anos 80, da América Latina foi gerada por governos que, sem visão macroeconômica e sem mecanismos eficazes de controle financeiro, levaram seus países à bancarrota e à hiperinflação.

Assim, após mais três planos econômicos de contenção, a década de 1980 encerrou-se com
o Brasil às portas da hiperinflação, com a marca de 1764% ao ano em 1989, chegando ao máximo de
6584% par a o período dos últimos 12 meses, em abril de 1990.
Para evitar uma crise mundial de gigantescas proporções, não havia espaço para populismos baratos e o remédio era amargo.
A receita era austeridade e reformas, medidas que não deram votos, mas garantiram estabilidade para o país.

 

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Ele conviveu com a Dilma. Vejam o que diz Paulo Ruy Carneli, ex-secretário de saneamento e habitação do Espírito Santo - Parte 2

 Para fazer o contraponto, convivi muito com o Gesner Oliveira, presidente da Sabesp, e com a Dilma Seli Pena, Secretaria de Energia e Saneamento do Governo de São Paulo, que trabalham diretamente com o Serra, pessoas de alto nível, extremamente preparadas.
 Mas, o pior mesmo foi conhecer diretamente a Dona Dilma Roussef, com a qual convivi em quatro reuniões. Em duas ela destratou de forma grosseira e covarde alguns de seus subordinados ou colegas de Governo. Em outra respondeu ao vice-governador Ricardo Ferraço, que o ES já tinha feito o dever de casa e por isso não deveria receber recursos a fundo perdido da União. Rio e Bahia, por razões óbvias, levaram mais de R$800 milhões cada. Nós só conseguimos empréstimos.
 Daí mais um ponto importante, os capixabas já sofreram com um governo estadual petista diretamente e muito. Agora estão aí aeroporto, porto e estradas, responsabilidades federais no Estado, sem investimentos durante os oito anos de Lula e ainda a saúde e segurança pública, responsabilidades estaduais tocadas pelo Governo Paulo Hartung com enorme esforço de recursos, sem nenhum apoio especial de Brasília.
 Ainda sobre a Dilma, numa viagem que fiz ao exterior a convite do Banco Mundial, com funcionários do Governo Federal e de alguns estados, o responsável principal pelo grupo, em nome do governo brasileiro, foi o Eng. Luiz Antonio Eira, funcionário de carreira da Câmara e então Secretário Executivo do Ministério da Integração. Um cara tranqüilo e muito legal. Por coincidência, logo depois de voltarmos, li no jornal que ele abandonou o cargo ao ser tratado de forma extremamente mal educada pela Dilma em uma reunião de trabalho. Tinha o cartão dele e liguei e ele me confirmou meio constrangido que ficou pasmo com o comportamento dela quando defendeu sua posição e que a grosseria foi tão grande que ele levantou e saiu da sala imediatamente, preferindo deixar o Ministério e voltar a trabalhar em seu local de origem. Podem procurar na internet, colocando o nome dele no Google e verificar o fato.
 Os avanços estruturantes do Governo FHC e as conquistas sociais do Governo Lula, não estão mais em debate. Serra já deixou claro que vai aperfeiçoar uns e ampliar outros. O segundo turno foi ótimo pra permitir o debate mais claro e demonstrar a diferença entre os postulantes ao cargo. Aliás, já ocorreram dois debates e me surpreendo que muitos não se esforcem para assisti-los, mas quem assistiu não pode ter dúvidas sobre quem é melhor.
 Há muito deixei de acreditar em partidos e em radicalismo na política. Por isso mesmo não acredito mais no argumento de “votar no PT”, usado por alguns como se fosse um ato político justificado, pois esse já se tornou um partido pior que os outros, com praticantes de falcatruas que contam com a conivência daqueles que governam. Afinal, sucessivos escândalos e um enorme escárnio com a ética, que ninguém pode negar, também foram marcas do Governo Lula.
 Muito menos venha me falar em votar na Dilma, como a única capaz de levar adiante as conquistas do Lula para os pobres. Alias é o fim da picada essa tal campanha usando tanto a pobreza. Quando leio sobre a vida levada nos bastidores do Palácio, cujos cartões corporativos escondem um verdadeiro esculacho com o dinheiro público... fico pensando na diferença entre o discurso e a prática.
 Insistir na Dilma, por causa do Lula, é um equívoco, sem qualquer garantia,que pode ter conseqüências muito negativas.
 Esse é certamente um momento de extrema importância, por isso peço o voto no Serra para termos um Brasil melhor.
 Quem achar que vale a pena, peço que retransmita.

 Paulo Ruy Carnelli"


Ele conviveu com a Dilma. Vejam o que diz Paulo Ruy Carneli, ex-secretário de saneamento e habitação do Espírito Santo - Parte 1

 "Prezados,

 Já recebi de diversas formas o pedido de voto no Serra, mas resolvi fazer o meu de forma particular. Com base no que vivenciei durante os últimos oito anos. Serei breve, espero que leiam até o final.
 Acho que o PSDB foi muito mal como oposição durante os oito anos de Lula. Aliás, mesmo com o mensalão e outros problemas no campo ético, a oposição foi mal.
 Penso também que o Lula surpreendeu, principalmente porque deixou pra trás muito do que defendia e adotou na economia a continuidade do governo de FHC.
Juntando isso com o bom momento da economia no mundo, teve sabedoria e ousadia pra ampliar os projetos sociais já existentes e conseguiu grande reconhecimento.Ou seja, de certa forma Lula surpreendeu e conseguiu popularidade em função de bons resultados em algumas políticas. Mas os avanços na gestão do país foram pífios, e em geral houve retrocessos em muitas áreas. Principalmente no campo da ética.
 Muito, mas muito mesmo de seu desempenho positivo nas avaliações, se deveu à sua enorme capacidade de comunicação, inclusive a capacidade de falar qualquer coisa que o interlocutor do momento queira ouvir. Parecido com o que fez o Collor pra ganhar do próprio Lula. Talvez não seja a toa que se encontraram e sejam agora parceiros. Porém não dá pra tirar os méritos de suas conquistas em relação à grande parcela do povo brasileiro.
 Mas, daí a querer impor aos brasileiros uma candidata a Presidente, é sem dúvida um exagero. Impor ao PT já foi demais, mas Dilma foi o que sobrou de um time que foi ficando desfalcado por safadezas: Zé Dirceu, Palocci,Genoíno, ou incompetências: Martha, Tarso, Mercadante e outros.
 O primeiro turno felizmente mostrou que há uma enorme diferença entre ser pessoalmente popular e fazer todos votarem em quem ele apontar. Dos mais de 111 milhões de brasileiro que foram às urnas no primeiro turno, entre brancos, nulos e os que votaram nos demais candidatos, foram mais de 63,5 milhões de eleitores. Ou seja, apesar da popularidade do Presidente, mais de 57% dos eleitores não o seguiu, e a eleição foi para o segundo turno.
 Aí começa o meu relato pessoal. A pior coisa desse Governo, que eu conheci de perto na área em que atuo é, sem sombra de dúvidas o “aparelhamento da máquina”. É um retrocesso, que deixa seqüelas graves no longo prazo. No Ministério das Cidades, onde estão o saneamento e a habitação, representei os colegas Presidentes de Empresas e também por um tempo os Secretários Estaduais nos debates com os petistas lá instalados. É uma panelinha, já velha conhecida no setor, em sua maioria paulistas despreparados e presunçosos, cujo currículo é a estrelinha. Sequer respeitam ao Ministro ao qual são subordinados.
No tal Conselho das Cidades, brincam de práticas “socialistas”, cooptando de forma descarada os representantes que ali vão, pessoas humildes, que viajam para Brasília às centenas, pagos com o dinheiro público, pra aprovar o que eles querem, em reuniões dirigidas, um horror. Duvido alguém de bom senso participar de uma reunião daquelas e não voltar estarrecido. Ninguém me contou, debati e briguei com eles ao vivo. A Dilma não conseguiria controlar essa turma.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Para não esquecer jamais! Veja, ouça e vote na Dilma, se for capaz.

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Previsões do ator Carlos Vereza para o ano eleitoral de 2010. Ele acertou?

2010: Cristais quebrados  *Carlos Vereza
Não é necessário ser profeta para revelar antecipadamente o que será o ano eleitoral de 2010.
Ou existe alguém com tamanha ingenuidade para acreditar que o “fascismo galopante” que aparelhou o estado brasileiro vá, pacificamente, entregar a um outro presidente que não seja do esquema lulista os cargos, as benesses, os fundos de pensão, o nepotismo, enfim, a mais deslavada corrupção jamais vista no Brasil?
Lula já declarou, que (sic) “2010 vai pegar fogo!”. Entenda-se, por mais esta delicadeza gramatical, golpes abaixo da cintura: dossiês falsos, PCC “em rebelião”, MST convulsionando o país… que a lei de Godwin me perdoe - mas assistiremos em versão tupiniquim, a Kristallnacht, A Noite dos Cristais que marcou em 1938 o trágico início do nazismo na Alemanha.
E os “judeus” serão todos os democratas, os meios de comunicação não cooptados (verificar mais uma tentativa de cercear a liberdade de expressão no país: em texto aprovado pelo diretório nacional do PT, é proposto o controle público dos meios de comunicação e mecanismos de sanção à imprensa). Tudo isso para a perpetuação no poder de um partido que traiu um discurso de ética e moralidade ao longo de mais de 25 anos e, gradativamente, impõe ao país um assustador viés autoritário. Não se surpreendam: Há todo um lobby nacional e internacional visando à manutenção de Lula no poder.
Na verdade, Lula é o Übermensch dos especuladores que lucram como “nunca na história deste país”.
Sendo assim, quem, em perfeito juízo, pode supor que este ególatra passará, democraticamente, a faixa presidencial para, por exemplo, José Serra , ou mesmo Aécio Neves,  Marina Silva?
Pelo que já vimos de “inaugurações” de obras que sequer foram iniciadas, de desrespeito às leis eleitorais, do boicote às CPIs como a da Petrobras, do MST e tantos outros “deslizes”, temos o suficiente para imaginar o que será a “disputa” eleitoral em 2010.
E tem mais: o PT está comprando, com o nosso dinheiro, políticos, intelectuais, juízes, militares, o povo humilde com bolsa esmola e formando milícias com o MST, PCC, Sindicatos, ONGS, traficantes e outros, que recebem milhões e milhões de reais, para apoiar o PT e as falcatruas do Governo Lula.
Não podemos nem pensar em colocar como Presidente do Brasil uma mulher TERRORISTA, que passou a vida assaltando bancos, assassinando pessoas inocentes, arrombando casas, roubando e matando. Só uma pessoa internada num manicômio seria capaz de votar numa BANDIDA para ser a presidente de um País.   
Confiram.
Carlos Vereza
Ator e ex-petista

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Vídeo de entrevista com Ciro Gomes, coordenador da campanha da Dilma. Veja o que ele diz e depois decidam em quem votar.

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domingo, 24 de outubro de 2010

Faço minhas suas palavras, José, da primeira à última. (parte 2)

Carta ao Chico Buarque (continuação)

Mas devo concordar plenamente com o Lula ao menos numa questão em especial: quando acusa a elite de ameaçá-lo, ele tem razão. Explica o Aurélio Buarque de Hollanda, seu tio, que elite, do francês élite, significa “o que há de melhor em uma sociedade, minoria prestigiada, constituída pelos indivíduos mais aptos”. Poxa! Na mosca. Ele sabe que seus inimigos são as pessoas do povo mais informadas, com capacidade de análise, com condições de avaliar a eficiência e honestidade de suas ações. E não seria a primeira vez que essa mesma elite faz esse serviço. Essa elite lutou pela independência do Brasil, pela República, pelo fim da ditadura, pelas diretas-já, pela defenestração do Collor e até mesmo para tirar o Lula das grades da ditadura em 1980, onde passou 31 dias. Mas ela é a inimiga de hoje. E eu acho que é justamente aí que nós entramos.

Nós, que neste país tivemos o privilégio de aprender a ler, de comer diariamente, de ter pais dispostos a se sacrificar para que pudéssemos ser capazes de pensar com independência, como é próprio das elites - o que, a propósito, não considero uma ofensa -, não deveríamos deixar como herança para os mais jovens presentes de grego como Lula, Chávez, Evo Morales, Fidel - herói do Lula, que fuzila os insatisfeitos que tentam desesperadamente escapar de sua “democracia”. Nossa herança deveria ser a experiência que acumulamos como justo castigo por admitirmos passivamente ser governados pelo Lula, pelo Chávez, pelo Evo e pelo Fidel, juntamente com a sabedoria de poder fazer dessa experiência um antídoto para esse globalizado veneno. Nossa melhor herança será o sinal que deixaremos para quem vem depois, um claro sinal de que permanentemente apoiaremos a ética e a honestidade e repudiaremos o contrário disto. Da mesma forma que elegemos o bom, destronamos o ruim, mesmo que o bom e o ruim sejam representados pela mesma pessoa em tempos distintos.

Assim como o maior mal que a inflação causa é o da supressão da referência dos parâmetros do valor material das coisas, o maior mal que a impunidade causa é o da perda de referência dos parâmetros de justiça social. Aceitar passivamente a livre ação do desonesto é ser cúmplice do bandido, condenando a vítima a pagar pelo malfeito. Temos opção. A opção é destronar o ruim. Se o oposto será bom, veremos depois. Se o oposto tampouco servir, também o destronaremos. A nossa tolerância zero contra a sacanagem evitará que as passagens importantes de nossa História, nesse sanatório geral, terminem por desbotarem na memória de nossas novas gerações.

Aí, sim, Chico, acho que cada paralelepípedo da velha cidade, no dia 3 de outubro, vai se arrepiar.

Seu admirador número 1,
Zé Danon
José Danon é economista e
consultor de empresas

"Há tantos burros mandando em homens de inteligência que, às vezes, fico pensando se a burrice não é uma ciência?"
(Rui Barbosa)